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O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais

Andrea Werner, autora do blog Lagarta Vira Pupa, abordou o tema “O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais”. Andrea Werner é mãe de um garotinho autista e fez uma matéria super interessante sobre a interação com crianças especiais.

Fica a sugestão para leitura (http://lagartavirapupa.wordpress.com/2012/03/01/o-que-ensinar-a-seus-filhos-sobre-criancas-especiais/) e para aplicação destas “dicas” na convivência diária entre pais, mães, alunos e equipe da Escola Aquarela.

Como todos os pais – nossos parceiros – sabem, a Escola Aquarela acolhe crianças especiais e tem muito orgulho de poder conviver com estes aluninhos, que tanto nos ensinam sobre a alegria de viver e a superação dos nossos limites.

  • Pra começar, não tenha pena de mim 
  • Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
  • Use o que eles tem em comum
  • Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
  • Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
  • Encoraje seu filho a dizer “oi”
  • Encoraje as crianças a continuar falando
  • Dê explicações simples
  • Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
  • Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
  • Inicie uma conversa
  • Não se preocupe com o constrangimento 

Como escolher a escola do seu filho

Hoje, mais do que ser um local apenas de cuidado das crianças, as boas escolas de educação infantil seguem à risca o compromisso com os aspectos educativos. Pesquisas do mundo todo mostram que a frequência à creche e à pré-escola causa efeitos positivos na vida da garotada. A seguir, esclarecemos as dez principais dúvidas que surgem no momento da escolha para que você possa oferecer o melhor ao seu filho.

1. Qual deve ser o projeto educacional?

A melhor opção é aquela que está de acordo com as expectativas dos pais em relação à formação do filho. De forma geral, as propostas podem ser divididas em três tipos: a tradicional, a lúdica e a socioconstrutivista. A primeira prioriza a disciplina e o cumprimento de regras. O foco do segundo tipo são as brincadeiras, mas com pouca preocupação pedagógica. O terceiro é defendido por referenciais nacionais e é forte em planejamento de situações de aprendizagem, em que há a intenção clara e conteúdos para cada faixa etária. Um exemplo são atividades divertidas com bacias cheias de água e objetos de diferentes pesos para trabalhar o tema da flutuação com crianças de 4 a 5 anos. Em todos os projetos, observe se há trabalhos com valores, como a cooperação e o respeito às diferenças. Quanto mais próximos aos da sua família, melhor.

2. Como devem ser os espaços da escola?

Segurança é um item importante. Preste atenção se a escola tem escadas com grade de proteção e corrimão ou, melhor ainda, se opta por rampas, se as janelas de andares superiores têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza mantidos fora de alcance dos pequenos. As cores dos espaços devem formar uma coerência visual: portas de uma cor, paredes de outra. As salas precisam ser arejadas e contar com passagens para um solário ou jardim, além de banheiros e trocadores por perto. Por fim, o ideal é que os ambientes disponibilizem materiais, como fantasias, brinquedos e livros, ao alcance das crianças para que elas possam fazer escolhas.

3. Qual é o número ideal de professores por bebê ou criança?

Municípios e estados têm uma resolução diferente para a quantidade ideal de crianças por professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, cada um deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos. Muitos pais podem temer algum descuido com o filho. No entanto, é preciso compreender que uma escola é bem diferente do zelo típico do ambiente familiar: lá as crianças vão ter de dividir a atenção e esperar em alguns momentos, mas há a vantagem de receber cuidados profissionais e conviver, desde cedo, com outros meninos e meninas da mesma idade.

4. O que preciso é preciso olhar em termos de limpeza?

Todos os funcionários devem ter uniformes limpos e lavar as mãos com frequência. Os brinquedos e as fantasias precisam ser higienizados semanalmente ou sempre que houver necessidade – já os berços e os colchões, diariamente. Na hora da soneca, os colchões precisam ser colocados a certa distância uns dos outros. Mas não fique tão obcecada com a limpeza. Seus filhos precisam brincar no chão e se sujar. Faz parte do processo de crescimento. Além disso, no berçário, se uma criança está resfriada, é provável que as outras também fiquem – e isso é até bom para desenvolver anticorpos logo cedo.

5. É melhor uma escola que ofereça alimentação?

A escola que oferece lanche ou almoço, em geral, conta com a vantagem de ter a orientação de um nutricionista ou uma equipe de nutrição. Assim, é oferecida uma alimentação balanceada e até divertida, como cenouras e outros legumes em formato de bichos. É uma preocupação a menos para você. Além disso, o momento das refeições com os colegas é um aprendizado sobre o ritual de comer em público. Algumas escolas até trabalham com sistema de self-service, que permite que as crianças aprendam a servir a quantidade que vão comer. Mais um ponto para o desenvolvimento da autonomia.

6. A localização da escola importa?

Os especialistas se dividem nessa questão: alguns avaliam que, quanto mais perto de casa ou do trabalho, melhor. Isso facilita a ida ao local em caso de emergência, além de evitar que seu filho faça longas viagens pela cidade e tenha de enfrentar o trânsito ainda pequeno. Outros acham que vale a pena colocar a criança em uma escola um pouco mais distante se ela oferecer um ensino de melhor qualidade. De qualquer forma, fazer crianças muito pequenas viajarem mais de uma hora todos os dias, ou acordar de madrugada, não é a melhor saída. Elas ficam cansadas e até estressadas.

7. O preço é sinônimo de qualidade?

Nem sempre a escola mais cara traz vantagens significativas. Às vezes, a que cobra mensalidades mais em conta e segue uma proposta pedagógica interessante é melhor do que a cara e com prédio sofisticado. Vale observar se o preço pago corresponde, por exemplo, a espaços bem equipados (não necessariamente com luxo) e professores bem formados. A equipe precisa fazer cursos continuamente e, de preferência, financiados pela própria instituição. Essa é uma das principais diferenças de uma escola de qualidade.

8. As escolas bilíngues valem a pena?

Depende do método de ensino oferecido e da familiaridade dos pais com a segunda língua aprendida pelo filho. A criança pode ficar confusa caso fale inglês o tempo todo na escola e, ao chegar em casa, só fale português. Sim, é mais fácil aprender outro idioma desde cedo, mas nem sempre o método usado por algumas instituições é o mais eficiente. A que se diz bilíngue e oferece três aulas de inglês por semana nos moldes tradicionais, com tradução de palavras do português, surte poucos efeitos. Ver um desenho animado numa língua estrangeira, por exemplo, pode trazer mais resultado. Bilíngue deve ser sinônimo de imersão em dois idiomas.

9. Uma escola que ofereça atividades extracurriculares é mais interessante?

Fazer balé, natação e até aulas de arte pode ajudar as crianças a desenvolver, desde cedo, uma série de habilidades interessantes. Mas na primeira infância ninguém deve ser sobrecarregado. Os pequenos precisam brincar, dormir e passar bastante tempo com os pais. As aulas são compromissos sérios e exigem o cumprimento de horários. Até os 2 anos, não é recomendado que as crianças façam esse tipo de atividade, que geralmente é mais bem aproveitada por garotos e garotas mais crescidos. Por fim, vale observar se um simples passeio na pracinha não deixaria seu filho mais feliz.

10. Depois de um tempo, é ruim mudar as crianças pequenas de escola?

Até os 5 anos, elas criam vínculos fortes com as pessoas próximas porque ainda são muito dependentes. Mudar de escola não é uma missão impossível. Isso deve ser feito caso a criança não goste do lugar ou os pais se sintam mal atendidos. Mas a transição é trabalhosa. O seu filho terá de se adaptar novamente a um novo ambiente. As primeiras semanas costumam ser mais delicadas e a presença de um dos pais ou um adulto de referência ajuda a superar o estranhamento.

Fontes

Gisela Wajskop, pedagoga e diretora do Instituto Singularidades, Íris Franco, da Clínica Infans, Marina Alexandra Garcez Loureiro Barreto, presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil, e documento Indicadores da Qualidade da Educação Infantil, do Ministério da Educação.

http://bebe.abril.com.br/materia/como-escolher-a-escola-do-seu-filho

Bebê que come papinha dada com colher fica mais gordo

Fonte: Folha.com – RICARDO BONALUME NETO

Mamães, seu bebê é mais esperto do que você pensa quando se trata de aprender a comer comidas sólidas. Aliás, ele é até mais esperto do que você mesma na hora de ser desamamentado.

O bebê que escolhe sua própria comida com as mãos tem menos chance de virar uma criança obesa do que aquele que ficou recebendo papinha de colher da mãe, revela uma pesquisa britânica.

O estudo foi publicado na revista científica “BMJ Open” por Ellen Townsend e Nicola Pitchford, da Universidade de Nottingham, Reino Unido. A “BMJ Open” é uma revista de acesso público do grupo que edita a prestigiosa “BMJ” (“British Medical Journal”).

Foram estudadas 155 crianças entre vinte meses e seis anos e meio de idade; seus pais responderam a um questionário sobre os hábitos de alimentação dos petizes. Desse grupo, 92 eram bebês cujos pais deixavam a seu critério a alimentação.

O bebê tinha uma escolha de alimentos na sua frente e pegava o que queria comer. Isso costuma acontecer aos seis meses de idade. A princípio, o bebê apenas lambe a comida, antes de decidir por mastigá-la.

Os outros 63 bebês não tinham escolha. Era a mãe que enfiava a comida pastosa, as papinhas de vários tipos de alimento, nas suas bocas, com colher, o método do “olha o aviãozinho”.

PREFERÊNCIAS

Os bebês que se alimentavam sozinhos, revelou o estudo, comiam mais carboidratos e alimentos saudáveis que os seus colegas que recebiam comida de colher.

Eles também gostavam mais de proteínas e de alimentos integrais do que as crianças que comiam papinha amassada.

Já a turma da colher curtia mais alimentos doces –apesar de as mães oferecerem a eles mais opções de alimentos como carboidratos, frutas, vegetais e proteínas do que a turma que pegava a comida sozinha.

Não deu outra: a turma da colher teve maior índice de crianças obesas do que a que pegava a comida com as próprias mãos.

“Apresentar os carboidratos às crianças em seu formato completo de alimento, como torradas, em vez de em forma de purê, pode ampliar a percepção de características tais como a textura, que é mascarada quando o alimento está na forma de papinha”, escreveram os autores.

Segundo eles, pesquisas anteriores já mostraram que a apresentação da comida influencia significativamente as preferências alimentares.

Eles também afirmam que os carboidratos podem ter tido destaque na preferência dos bebês por serem mais fáceis de mastigar do que alimentos como a carne.

“Nossos resultados sugerem que o desmame liderado pelo bebê promove preferências por comida saudável no começo da infância que podem proteger contra a obesidade. Essa descoberta é importante dados os problemas sérios com obesidade infantil que afetam muitas sociedades modernas”, escreveram os pesquisadores.

MÃE NERVOSA

A “ansiedade” da mãe em ter um filho em boas condições de saúde pode levar a exageros na alimentação do bebê, segundo Ary Lopes Cardoso, chefe da Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP.

“A mãe quer ver o filho gordinho. As crianças ficam obesas pela proteção excessiva.”

A orientação que ele e outros profissionais de saúde dão às mães é semelhante à que o novo estudo sugere: a criança tem que mostrar a vontade de comer e ser alimentada adequadamente, sem exageros motivados pela ansiedade.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1045103-bebe-que-come-papinha-dada-com-colher-fica-mais-gordo.shtml

A IMPORTÂNCIA DO CUIDADOR NA FORMAÇÃO PSÍQUICA DA CRIANÇA 

02.02.12

Foi publicada no dia 31.01.2012, no site da Folha.Com, uma reportagem informando que crianças criadas com afeto têm hipocampo maior. De acordo com o estudo publicado no na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”), crianças criadas e cuidadas com amor e carinho desenvolvem uma área de hipocampo – área do cérebro encarregada da memória – quase 10% maior que as demais.

Trata-se de uma evidência concreta do poderoso impacto que a criação e os cuidados na primeira infância (0 a 6 anos) exercem sobre o desenvolvimento do ser humano.

A importância do cuidador na formação psíquica da criança não é novidade.

Crianças cuidadas com amor, carinho, atenção, comprometimento, demonstram mais claramente um equilíbro emocional na convivência em sociedade. Por isso é imprescindível estar atento e compreender as fases do desenvolvimento emocional e psíquico das crianças, tendo em vista, especialmente, a influência do ambiente e seus personagens (cuidadores / professores) na formação do indivíduo.

A Revista Psique publicou na edição n. 72, um Dossiê a respeito deste tema, no qual consta que “o psiquismo do bebê está preparado para as funções básicas mais elementares, desde que encontre um ambiente que lhe proporcione a possibilidade de exercê-las”.

Portanto, cabe ao cuidador (pai, mãe, avós, escola) proporcionar ao bebê meios fisiológicos de sobrevivência (alimentação, cuidados de higiene, proteção contra o calor ou o frio) e meios emocionais (amor, carinho, atenção, contato físico, visual e verbal) para que o bebê consiga amadurecer e compreender sua própria limitação física e emocional, para que ele possa compreender que é um ser único e íntegro.

No ponto de vista do próprio bebê, o que “existe” é um “conjunto de partes desconexas, um conjunto caótico de intensidades fisiológicas, neurológicas e afetivas”. O bebê não “existe” sem que sua mãe ou o cuidador o incentive – através do encontro, do encantamento, do contato – a coordenar esse amontoado de intensidades caóticas, tendo em vista a formação de um ser único e integrado.

Ou seja, o bebê precisa que a mãe ou seu cuidador ajudem-o a compreender quais são seus limites físicos (até aonde vão suas pernas, seus braços e mãos, sua cabeça, seu tronco), saber aonde termina seu corpo e começa outro corpo, ou outro ambiente, e seus limites emocionais (quais sentimentos são próprios do bebê e quais sentimentos derivam da mãe ou do cuidador).

Não é a toa que vários estudos demonstram impacto direto da depressão materna no desenvolvimento emocional do bebê que está sob seus cuidados.

A mãe e o cuidador precisam estar aptos, preparados, e de “bem com a vida”, felizes, para que exerçam com plenitude a função de ajudar aos bebês nos primeiros meses a compreender a separação física e emocional da mãe.

A amamentação / alimentação são exemplos que ilustram este cenário. Tendo o bebê experimentado bons encontros com uma maternidade ou cuidados disponíveis e devotados, ele mama não apenas o leite, mas também afetos, e recebe ainda toda sorte de projeções e conteúdos inconscientes e transgeracionais da amamentadora, ou da cuidadora. Por isso, a amamentação é tão incentivada atualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O ato de mamar é como se fosse uma comunicação com a mãe: pelo olhar, o bebê reconhece a si mesmo e tem a sensação de ser amado.

Aos poucos, com o passar dos meses e o auxílio apropriado dos cuidadores ou da própria mãe e do pai, a separação do ser mãe-bebê vai sendo absorvida, para que – ao final (por volta dos 18 meses) – resulte a formação de um ser único, íntegro e com limites físicos e emocionais próprios.

A função paterna é essencial para este processo de separação do ser fusionado mãe-bebê. Se a função materna proporciona um “eu” supostamente integrado, a função paterna proporciona uma separação da mãe que faz com que o pequeno sujeito se perceba diferenciado da mãe, do pai ou de qualquer outro.

Na visão Winnicottiana, é necessário dar ênfase à importância do brincar e aos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. Freud também abordou este tema, representando, metaforicamente, a formação do psiquismo do ser humano, comparando-o a um cristal. Diz ele que há uma estrutura subjacente, que, embora não seja evidente, determina a forma com que surgirão as fissuras se submetidos a turbulências que abalem sua estrutura. Ou seja, existem questões que envolvem muito mais do que o cuidado meramente fisiológico, e que exercem impacto direto na estrutura emocional (e física, conforme estudo citado no ínicio deste artigo) da formação da criança.

A Escola Aquarela foca seus esforços no atendimento e cuidado humanizado dos bebês, tendo preocupação com todas estas questões abordadas neste artigo. Não é à toa que existem vários relatos de pais reforçando o atendimento humano que é dado aos nossos alunos. Ver a satisfação dos nossos alunos e dos pais é um elemento muito gratificante e empoderador, para que possamos sempre prestar um serviço de excelência.

No próximo artigo comentaremos um livro chamado “A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”, de Laura Gutman, que aborda o resgate do relacionamento entre mães (e cuidadoras) e seus filhos. Laura Gutman ensina comom proporcionar um ambiente estável para a criança crescer com equilíbrio emocional e em harmonia com seus pais e o mundo.

Fontes:

(i)                               http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1041657-criancas-criadas-com-afeto-tem-hipocampo-maior-revela-estudo.shtml

(ii)                             Revista Psique – Ciência e Vida – Ano VI, n.72 – Dezembro/2011

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Uma resposta para Artigos

  1. Angélica disse:

    Gostei muito do teor científico do artigo. Além disso, acredito que o amor realmente faz diferença no dia a dia das crianças… faz com que elas se tornem mais confiantes, seguras, carinhosas, parceiras. Acredito também que as crianças precisam de um ambiente com pai, mãe, regras, limites, enfim, uma mini sociedade que lhes trará muito mais estrutura para enfrentar o futuro.

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